
Sei que, incerto, o tempo é tempo na passagem
No balanço do barco, na correnteza
Teço um enredo de memória sem presente
Na melancolica de vivê-lo, em meu apego
No instante eterno que é miragem
Crio a ilusão do esquecimento
De que a vida é tempo incerto de seu tempo…
E eu um grão de areia, um fragmento.
(Imagem em: http://gatoescondido.files.wordpress.com/2006/11/ampulheta.jpg)
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Mariana, lembra do Homem que copiava? Daquele poema que impressionou o Lázaro Ramos? Uma maravilha:
“Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia” etc etc.
É Shakespeare. E seu poema me fez lembrá-lo. Taí. O tempo, assunto universal e atemporal. Se um grão é você e seus escritos, também o foram Shakespeare e os dele. Mas, é bonito tatuarmos na eternidade nossas sensações mundanas. Siga escrevendo. Virei sempre prestigiá-la.
Beijo,
renato