ela me fala da noite de chuva. transporto-me para o familiar das suas palavras ditas em voz doce e cadente. sensações olfativas. terra. chão. invade as narinas, toma a razão por nocaute. querida minha: anuvio-me em mim. e me precipito toda.
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o cheiro úmido que me invade traz recordações antigas como andar descalça chutando enxurradas, vendo arco-íris, gritando o nome de alguém. é outono mas me lembro das chuvas de verão… aquelas que não existem mais. aquelas de outros tempos; um tempo de infância. tempos que eu ainda corria pela rua e o meu correr não era desengonçado, mas livre, sem medo de cair, dando saltos, me precipitando contra o tempo e o espaço. me lembra tb a terra molhada, no cheiro, na sensação do molhado sob os meus pés. me lembra também o seu cheiro. doce, molhado, delicioso e terno.
querida, amo a sua literatura. cada palavra, vírgula, frase e ponto. sutilezas de uma alma cheia das letras, e que o tempo vai dar a segurança exata de se fazer verbo conjugado em todos os tempos… em livro, em blog, em canções, em frases durante o amor.
te quero e te espero.
sua
F.
O comentário complementou o post. Realmente muito muito bonito. Beijos.